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Urbanismo: Um Parque Sem Camundongos

17/02/2020 às 10:24 / Fonte Imagens: Lidiane Gonçalves / Por Lidiane Gonçalves

Urbanismo: Um Parque Sem Camundongos
O Lake Eola Park é um oásis em meio aos desenhos animados e compras de Orlando, na Flórida


Certos lugares costumam parecer um oásis no meio do deserto. Tão diferentes de tudo que está ao redor, que até parece que as pessoas se teletransportaram para outro lugar, como em um passe de mágica ou em um desenho animado da Disney. Assim é o Lake Eola Park, no centro de Orlando, Flórida, nos Estados Unidos. 

Fazer um passeio pelo Lake Eola é se distanciar completamente de parques temáticos e compras e mergulhar em paisagens bucólicas, encantadoras e diferentes. Alguns chegam a compará-lo ao Central Park, de Nova York. Mas, claro, sendo o nova-iorquino muito mais famoso. 

O Lake Eola é um lugar que vale a pena conhecer. Nele, apesar de cercado pela natureza, você pode ver a contrastante paisagem do parque com os prédios modernos do centro financeiro de Orlando. Conhecer atrações não tão obvias de uma cidade as vezes faz parecer que você fez uma nova viagem. Afinal, é uma mudança de ares. E, neste caso, é até um passeio gratuito. 

O que fazer no Lake Eola? A resposta é: tudo! Isso mesmo, apesar de ser uma atração gratuita em uma cidade onde qualquer atração tem um investimento considerável, neste parque as opções são muitas. 

Os visitantes podem caminhar ou correr ao longo do lago, em uma calçada de múltiplo uso, com 1,4 km de extensão, onde também podem ser vistos casais namorando, crianças brincando, aposentados conversando, famílias fazendo piquenique...

Também ao longo do parque podem ser vistas esculturas, as crianças podem alimentar alguns bichos e há um pedalinho.

Além disso, também é no Lake Eola que as pessoas podem conhecer o anfiteatro Walt Disney, uma edificação que pode ser vista de todo o parque. Nele acontecem espetáculos e atrações durante todo o ano. 

Há um parque infantil ao ar livre. Lá há o cuidado de usar um piso diferenciado, como se fosse emborrachado, para dar mais segurança às crianças que lá brincam. E, essa atração também é gratuita.

Aos domingos, além de toda a beleza que o parque já proporciona, os visitantes podem conhecer uma feira típica, onde são vendidos artesanatos e comidas naturais. Há também artistas se apresentando.

No entorno do parque há muitos estacionamentos, alguns pagos, mas também muitas opções gratuitas. Ao descer, o visitante se depara logo com ruas calçadas com pequenos tijolos e alguns prédios que conservam uma arquitetura característica dos Estados Unidos, daquele tipo de edificação que costumamos ver em filmes antigos. 

A cada caminhada pelo parque há uma surpresa. Monumentos em homenagem a soldados, outros em homenagem aos pássaros que alí vivem. Um pagode chinês, um jardim de pedra Japonês e duas fontes fazem parte das belíssimas atrações. Uma delas, inclusive, faz um belíssimo espetáculo unindo água e luzes coloridas, todos os dias. 

Hoje o parque tem uma área de 90 mil metros quadrados. Ele foi idealizado por um milionário que doou parte do terreno à cidade, com a condição de que fosse criado um parque. As terras teriam que ser embelezadas e arborizadas. 

Toda essa história teve início em 1883. Mas, foi só cinco anos depois que o parque foi estabelecido informalmente e em 1892 foi declarado oficialmente parque.

cParte da área de 90 mil m2 que circunda o lago foi cedida à cidade em 1883 por Jacob Summerlin, um abastado empresário. A condição era que os governantes plantassem árvores e fizessem uma via em volta da água. Cinco anos depois, com a adição de outros terrenos também doados, o parque tomou a forma que tem hoje.